"Era bom quando você chegava, e esquecia de ir embora. Eu lhe ocupava com as minhas histórias engraçadas, pois adorava você rindo - seu sorriso é o mais lindo de todos -. Eu lhe contava como tinha sido o meu final de semana, e como foi engraçado ver minha amiga caindo bêbada na rua. Você se divertia, e raramente se lembrava da hora. Raramente se lembrava de ir embora. Você chegava, tomávamos um café e conversávamos durante horas e horas. Ah, que divertido era… Dois palhaços. Risadas exageradas e mais café. Amor nos cantos, e debaixo do sofá onde estávamos. Eu não pudia negar, você com certeza via o brilho que meus olhos mostravam ao ver-te na porta de casa. Eu não conseguia esconder esse amor, eu tentava dar uns socos nele, eu tentava escondê-lo dentro do porão, eu tentava colocá-lo para fora, mas não dava! Eu me preocupava, pois estava com o anseio de você se assustar com o tamanho dele. E as conversas que nunca acabavam… Era magnífico a maneira como gesticulava e se expressava. Era lindo ver-te falar. Falava tão bem e bonito que me encantava e nunca mais me desencantava. Tampouco a maneira como se referia a mim. Adorava a maneira como me chamava… E o amor continuara a crescer. Começava a chover, e você dizia: “vou ficar até a chuva passar”, e até então, tudo estava bem… Aliás, que bom seria se você morasse ali."
"Dá licença, medo? Minha felicidade quer passar."
"De repente, eu me cansei de tentar me adaptar a um mundo ao qual eu não pertenço. Por isso, vou ser eu mesma, e deixar que o mundo se adapte a mim."